Há, portanto, lágrimas que nem sei mais para que servem. Chuvas de melancolia que caem. Há o vento trazendo medo. Há a coragem sendo dissipada entre mim e o mundo. Não há flores rosas no caminho. Não há mais asas para guiar minha águia do futuro. Se há esperança, diga-me em que lugar posso encontrá-la novamente. Se há culpado pelo destino que seja o próprio destino traidor. Traidor! Engana-me ao descobrir que o mundo encontrou outro eixo. Engana-me ao trazer a solidão novamente entre meu peito. Traz o fracasso entre suas mãos e presenteia-me ao fim do dia. Não quero mais medos! Não quero mais escrever o futuro que vive bagunçando minha vida. Era papel em branco e agora, rasgado e amassado nada mais serve. De nada (...) para nada. Escrevia para mostrar a mim um futuro quase certo e me vejo rodeada de incertezas num futuro tão inseguro. Inseguro e distante. Como ficou parte da minha vida. Ficou assim, parte do que eu sou. Parte do que tentava ser. Num ato de loucura estou vivendo, em silêncios, envolta em medos. Estou de uma vez por todas libertando os fantasmas. Esses infernais e imortais fantasmas.
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