Leia ouvindo ::::: I Won't Give Up do Jason Mraz.
Dor é o meu nome e solidão é o sobrenome. Ando mentindo para
todo mundo, mas a verdade é que eu não estou tão bem. Tudo isso é só pra impressionar. Esse sorriso
forçado consegue enganar muito bem, não é?
Meu coração está sangrando a todo instante e dói tanto.. Dói
muito!
Como se não fosse o suficiente vejo casais sorrindo a todo
instante em todos os lugares, há não muito tempo atrás éramos nós dois. Hoje sou
eu apenas e a solidão, acompanhadas pelas lágrimas.
Saí com umas amigas na tarde de ontem para distrair minha
mente, ficar em casa estava literalmente me matando, era torturante ficar
ouvindo músicas tristes e ficar me acabando mais uma vez. Fomos ao cinema e
assistimos Alvin e os Esquilos 3.
Chorei do começo ao fim. Percebi que estou bancando a “garota
de ferro”, e sinceramente eu não sou. Implorei para não ir para casa, e assim
fomos ao Hot Zone, minhas amigas me fizeram dançar e até presentes ganhei, mas nada tinha graça.
Depois fomos a uma choperia. Minha vontade era voltar totalmente inconsciente para casa,
mas sabia que não podia e assim começamos a noite. Elas pediram seus chopes e eu pedi uma Pepsi acho que essa semana já me embriaguei demais e para fugir, já fiquei inconsciente demais. Nós comemos
umas porções de picanha deliciosas.. E minha mente não saía de você. Será que também
estava sofrendo? Sei lá.
De repente um cara que canta ao vivo na Choperia
chegou. Eu não pude deixar de reparar no repertório que ele escolheu para cantar. Ele estava
cantando as músicas do Legião Urbana, a primeira música que tocou e cantou foi
Mais uma vez. Eu senti naquele instante meu coração trepidar. No pé do ouvido
de uma das minhas amigas sussurrei que tudo que eu queria é que ele não tocasse
a música Pais e Filhos. Eu mal fechei a boca e de repente ele começou a tocar a
música, na hora eu não aguentei. Sob minhas lágrimas eu cantei a música
junto, talvez as pessoas tenham achado que eu fosse louca ou sei lá, algo do tipo. Ele tocou na minha ferida. Depois levantei e fui pro banheiro, eu estava horrível. Analisei meu
reflexo e sei que vai ser assim, por muito tempo. Eu vou te sentir na minha
vida, mesmo você fora dela. Eu vou chorar ao ver nossas fotos, vou chorar ao
reler mensagens, vou chorar ao ficar onde eu já fiquei contigo e vou morrer um
pouco mais todos os dias. Antes tudo isso eram motivos de sorriso e hoje é
solidão na certa, são lágrimas. Aquela música ficou ecoando na minha cabeça por
um bom tempo. Senti como se alguém naqueles instantes estivesse com a mão
apertando o meu coração, era simplesmente tortuoso tudo aquilo, totalmente excrucitante todos os
pensamentos em você e magoas que sei que causei.
E depois de não ter aguentado mais, nós fomos pra casa e eu fui me arrastando assim posso dizer. Elas saíram de dentro do carro e foram pra casa. Assim que elas bateram a porta do carro, o vazio voltou a bater dentro de mim. Dentro do elevador eu já chorava um rio de lágrimas. Entrei em casa e parti direto para de baixo do chuveiro, sentei num banquinho e fiquei lá. Cada gotinha no chuveiro que me molhava, me matava. Saí, coloquei meu pijama e me agarrei ao meu violão mais uma vez. Comecei a tocá-lo, mas de que adiantaria? Só iria me fazer sofrer ainda mais. E de cima da minha cama o joguei. Meu grande amigo, está como sua dona agora: quebrado, inútil para qualquer coisa.
E depois de não ter aguentado mais, nós fomos pra casa e eu fui me arrastando assim posso dizer. Elas saíram de dentro do carro e foram pra casa. Assim que elas bateram a porta do carro, o vazio voltou a bater dentro de mim. Dentro do elevador eu já chorava um rio de lágrimas. Entrei em casa e parti direto para de baixo do chuveiro, sentei num banquinho e fiquei lá. Cada gotinha no chuveiro que me molhava, me matava. Saí, coloquei meu pijama e me agarrei ao meu violão mais uma vez. Comecei a tocá-lo, mas de que adiantaria? Só iria me fazer sofrer ainda mais. E de cima da minha cama o joguei. Meu grande amigo, está como sua dona agora: quebrado, inútil para qualquer coisa.
Assim me afoguei nos lençóis e me embriaguei um pouco mais com
a solidão e dormi agarrada a aquele bichinho de pelúcia que ganhei no meu último
aniversário. Hoje eu estou morta. Sim, estou morta. Arrancaram meu coração e
pisaram nele. Tiraram meu sorriso de mim. Levaram a minha vida e sem vida não se
pode viver.
Adeus.

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