Heart Chat Bubble

A sad Sunday.

Um domingo como outro qualquer, para qualquer pessoa por ai. Exceto para mim. Acordei me sentindo meio oca, como se tivessem arrancado meu coração. Se bem me lembro fazia muito tempo que eu não me sentia assim.
Acordei sentindo uma necessidade tão louca e absurda de você. Senti-me mal quando percebi que não poderia ter o que tanto eu necessitava. Fiquei no intuito de recomeçar todo esse dia de novo. Mas eu não aguentei isso por muito tempo, antes mesmo de por o pé no chão, sentei-me no cantinho da minha cama e desandei a chorar. Foi a única forma de aliviar toda essa complicação aqui dentro de mim.
Não foi um dia muito bom. Pensei demais em você, e em como eu queria você aqui perto, sorrir com você igual a uma criança quando vê seu doce predileto. Desejei de todo coração. Quando abri os olhos, a verdade era outra. Eu estava sentada naquele mesmo cantinho, com a cabeça apoiada nos joelhos e os mesmos encharcados de lágrimas. Foi ai que meu coração voou até você. Ele ficou do seu lado por um tempinho, te abraçou e sussurrou um: “eu te amo demais”. Logo em seguida, me levantei. A hora não me espera. Abri a porta, mas não vi ninguém. “Você está sozinha” – pensei comigo. Peguei meu edredom, procurei um DVD qualquer que eu ainda não tivesse assistido, coloquei e deitada na cama fiquei assistindo. Chorei mais um pouquinho, era uma linda história. O filme me fez pensar. Aliás, pensar muito. Quase não prestei atenção no que os personagens diziam, mas a principal mensagem que o filme quis passar é que o amor verdadeiro só é vivido uma vez na vida. O amor verdadeiro nunca ninguém consegue apagar mesmo que não tenha um final feliz, ele vive para sempre no coração de quem o sente. Quando o filme terminou, eu quis começar a escrever. Juro que tentei, rasguei umas 10 folhas que comecei a escrever e não consegui terminar. Estranho é que não costuma acontecer isso comigo. 
Depois de um tempo minha casa estava intransitável de tanta gente que havia nela, eu tentava fugir, mas não conseguia. Até que me vi agoniada jogada na cama de novo. Desejando não ter aberto meus olhos hoje. Desejando não abrir meus olhos amanhã e nem nunca mais. Eu desejei, mesmo sabendo que não deveria nunca querer isso.
Às vezes a tristeza pega a gente de jeito e sacode a gente por inteiro. Hoje foi apenas o primeiro dia de muitos que estão por vir... Eu sei que ainda vou acordar muitas vezes sozinha, pensativa e chorando. Conheço-me muito bem. Talvez a hora de pensar no que estar por vir ainda, tenha chego. Hora de decidir o que eu realmente quero para a minha vida, essa mesma que está vivendo um grande conflito, que se pega pensando no depois, essa que não sabe se ata ou desata, que não sabe se vai ou se fica.  E foi por isso que eu decidi que vou ficar um tempo sozinha. Nada de telefone, nada de internet. Vou pensar. Não vou sair, vou só me trancar e ficar com a minha solidão inútil. Não vou me arrumar para esperar alguém e nem vou me arrumar para sair. Vou levantar da cama ao meio-dia e me deitar quando já tiver feito tudo que tinha para fazer. Não quero saber dos amigos e nem de ninguém. Às vezes, ficar só com a gente faz bem também.
Vou tocar meu violão esse mesmo habito que eu tinha antes, vou assistir filmes que comprei e ainda não vi, começarei a ler o livro que comprei há três meses, vou me entupir de sorvete e não vou ligar para ninguém, não vou falar com ninguém. Vou me tornar um ninguém para todo mundo, inclusive para mim. Acho que todo mundo tá precisando que eu fique invisível por um tempo não é? Creio que será a melhor saída.
Meu mundo agora está fechado para visitação. 

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