Eu nunca assumi, mas já tive outras muitas crises de
ciúmes, internamente é claro, porque jamais assumiria minha insegurança na sua
frente de novo. E eu já te xinguei mentalmente,
te odiei por alguns vários segundos mas bastava você ser fofo comigo e eu me
derretia inteira. Eu nunca contei, mas tive medo que durante a minha vida a
gente se perdesse. Eu nunca fui franca, mas ficava triste toda vez que nossas
discussões não eram de mentirinha.
Eu sabia o tempo todo que poderia me machucar muito e mesmo assim aceitei me
arriscar com você. Nunca acreditei em telepatia, mas era emocionante receber sua
ligação ou uma mera mensagem, justamente quando eu estava falando de você pra alguém. Eu nunca te liguei só pra
dizer que estava com saudade e que estava pensando em você, mas já fiz plantão ao lado do telefone esperando
tocar e muitas vezes ele nem se moveu. Eu nunca dei o braço a torcer, mas já
chorei músicas inteiras que me faziam lembrar de você. Eu nunca soube como te ajudar a resolver seus problemas, mas meu coração já
doeu segurando sua mão enquanto você me falava sobre eles. Nunca soube abrir meu
coração, mas já ensaiei coisas que precisava muito te dizer e acabei deixando
de lado por medo da rejeição. Eu nunca te dei flores, mas já te enchi de cafunés e carinhos. Nunca fui muito corajosa, mas já te beijei
escondido na minha casa. Eu nunca disse como era importante pra mim, mas já
passei madrugadas conversando com você porque me preocupava contigo. Eu nunca
fui atrás de você, mas já tentei chamar sua atenção e muitas vezes você nem
reparou. Eu nunca pensei que a saudade fosse uma coisa totalmente ruim, mas já
achei que alguns dias eram intermináveis longe de você. Nunca sofri com a ansiedade,
mas já fiquei contando as horas pra você me ligar. Nunca fui uma pessoa possessiva, mas já te abracei feito ursinho no sofá da minha casa e foi
engraçado. Eu nunca fui muito medrosa, mas já escondi meu rosto pra você não me ver chorando. Eu
nunca gostei de fugir, mas já fui pra longe esperando você sentir minha falta.
Eu nunca fui curiosa, mas sempre quis saber se sentia saudade quando eu estava
longe, se também rolava um filminho divertido na sua cabeça ao lembrar das coisas malucas que
já vivemos. Eu nunca esperei que você se importasse muito, mas sofri em dobro
quando disse que algo mudaria pra não me machucar ainda mais. Eu nunca fui de
mentir, mas já te disse que estava tudo bem, com um esforço enorme, a garganta
apertada e as lágrimas quase rolando. Nunca fui covarde, mas tenho evitado
levantar a cabeça e te olhar nos olhos. Eu nunca soube fingir, mas me esforço
pra te convencer que não tenho me importado porque você já não me liga mais. E
eu nunca fui de lamentar pelas coisas que me machucam, mas tenho sentido falta
do que a gente era e não consegue mais ser.
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