Heart Chat Bubble

Apenas uma questão de sentimento...


Acordei numa manhã qualquer e ao sair para um passeio vi a última notícia fresquinha.
O grande e maior amor da minha vida havia encontrado outro alguém. E de repente eu senti o mundo desabar por completo sobre a minha cabeça. Eu, logo eu, que tanto falei que já havia esquecido, que havia superado, fui a mais tola dos seres ao me dar conta que estive mentindo para mim mesma por esse tempo todo.
Doeu e eu pensei que não fosse suportar. Senti meu peito ser rasgado, fria, calculosamente e devagar, para ser a dor mais excruciante e tortuosa que eu senti na vida pela milésima vez, em meio a tantos amores vividos. Claro que cada um doeu a sua maneira.
Eu também tinha alguém, eu também estava feliz até o dia em que me dei conta que estava usando alguém para esquecer outro alguém. Quase que desesperadamente sai dali e quando voltei para casa o mundo rodava e eu já não era capaz de me segurar em pé sozinha. Pela primeira vez na minha vida fui carregada como carreguei minhas amigas no fim do namoro delas.
Acho que finalmente acabou pra gente.
Acho que só me dei conta quando vi que ele também encontrou alguém, e que já não pensa mais em mim da forma que pensou em mim um dia. Embora, as mensagens trocadas em datas comemorativas ou tragédias vividas aconteçam vez ou outra. O que vivemos acabou pra gente naquela manhã, quando eu o vi abraçado e feliz com outra pessoa. Não o culpo ter seguido a vida, porque tenho a certeza que está melhor sem minha presença. Mas lamento por saber que o que foi dito e repetido tantas vezes em meio as tentativas foram apenas mentiras ditas da boca pra fora, em que guardei do ouvido pra dentro do coração.
Não lamento pela forma como tudo foi acabado. E eu até entendo... Eu só tinha dezesseis quando tudo aquilo começou e não duraria para sempre, afinal, ele era tão jovem quanto eu. E eu jamais devia ter me apegado as promessas dos nossos amores adolescentes. Mas era assim que ele fazia me sentir: imbatível, completa, como de novo uma adolescente.
E no meio do meu ritual de passagem em meio a lágrimas, vodcas e fotos eu me entreguei a minha dor, chorei como nunca. E me dei conta que era isso que eu precisava, pelo tempo que não consegui chorar por ele. Em meio às lembranças, em meio à chuva que caia com força lá fora, eu apenas me entreguei aquele momento e o vivi com toda a intensidade que sou. Por não ter vivido a dor da nossa separação, porque estava ocupada demais com coisas paralelas.
Aceitei que o perdi e que mais que isso, naquele dia ele também perdeu alguém que o amou e o cuidou com tudo que pode. Apesar de ser chata, de brigar e cobrar, era alguém simplesmente sempre se importou, esperando o mais e o melhor dele nos últimos anos, desde o primeiro encontro repentino em que nossos olhos foram capazes de se cruzar. Espero que ele apenas se lembre de como cuidei dele, mais do que cuidava de mim mesma. E sem mais nada para me apegar, hoje, eu sigo em frente e decidi que não vou mais olhar para trás. Não era para ser a gente, mas se ele quisesse, ah, teria sido... Como sempre foi em nossas idas e vindas.
Mas agora é hora de viver outras coisas e com outras pessoas que queiram estar comigo sem nada em troca. Que venham momentos bons, a serenidade, um recomeço e sem promessas dessa vez...


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