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Amor de verão






Algumas histórias, eu acredito que não foram feitas para viver para sempre, apenas para serem lembradas pelo resto de uma vida.
E eu acredito tanto, que acho que isso se enquadra aos amores de verão, aqueles amores passageiros, mas que nos aquece na mesma intensidade de um sol, ou melhor, aqueles que passam como cometas para serem lembrados apenas que um dia passaram. E feliz ou infelizmente algumas coisas acabam acontecendo, para que nós, meros mortais, possamos compreender o significado ou para que a gente possa ressignificar algo que já havíamos vivido algum dia, muito lá atrás no passado.
Uma vez, eu li num livro que algumas semanas são tempo suficiente para se apaixonar. E não duvido disso, pelo menos não mais.
Eu sei que no futuro eu sei que irei reviver pelo menos umas mil vezes tudo isso na minha imaginação. Vou ouvir um riso, ver um rosto e sentir braços em torno de mim. Vou sentir falta de tudo isso, mais do que você e eu possamos imaginar.
Durante todo o tempo em que estivemos juntos, você nunca me pressionou para dormir com você, e eu não posso dizer o quanto isso significou e significa para mim nos últimos tempos. E com isso tornou o que temos ainda mais especial, e é assim que eu quero me lembrar para sempre do período que passamos juntos. Como uma luz branca e pura, cuja contemplação é de tirar o fôlego. De verdade, é assim que quero me lembrar de você e do todo teu jeito tão unicamente doce.
Gostaria de pensar que o que vivemos será eterno, mas pensar nisso me faz imaginar a hipocrisia que carregaria comigo moço. Não posso exigir que você mude uma vida para que eu me encaixe a ela, e vice-versa. Afinal somos de mundos distintos, completamente opostos. Mas lá no fundo, bem no fundo do meu coração sei que é o que fez com que nós dois nos atraíssemos. Foi a nossa diferença a culpada disso. E que boa culpada ela foi.
Eu nunca mais havia sentido isso. E de repente veio você. Levou embora consigo todas as dores que eu tinha no meu peito, que me rasgaram tantas e tantas vezes, levou embora toda minha amargura. Eu pude sentir que eu era de novo, aquela adolescente de 14 anos que era louca por você e tão inconsequente, tão pura de novo. Pude sentir novo todas as sensações que eu tinha naquela época, desde as borboletas no estômago ao frio repentino que me fazia tremer todas as vezes que nos víamos. E como foi nostálgico moço.
Então me dei conta que esperei muito tempo apenas por um beijo. E me dei conta nesse beijo, que havia um carinho talvez muito mais intenso do que eu poderia imaginar. Sei lá... Ainda é tudo muito confuso para mim. Logo eu, a dona da confusão.
E eu então percebi que muita coisa fez sentido depois de você, mas com isso veio o medo. O medo do envolvimento, o medo de te machucar e tantos outros medos que aqui não posso revelar e que me fizeram pensar tantas vezes que tudo isso foi só um passatempo, tanto para você quanto para mim.
E então eu fui embora, com o coração meio partido e meio aliviado, por saber que não poderei causar ao seu coração mais danos, mas parte de mim gostaria de cuidar dos danos que já foram causados no passado.
Deixei para trás nossos segredos tão nossos, que somente nós dois fomos testemunhas.
Voltei para minha realidade, dia após dias, noite após noite. E eu comecei a te ver em tudo que eu estava fazendo, como se estivesse ao meu lado, mas você não estava e acho muito difícil que esteja algum dia. Gostaria de pensar que me apaixonei, mas já não sei mais qual é o gosto que a paixão tem. Poderia dizer que amo você, mas nem meu orgulho e nem meu coração aceitariam isso de bom grado. Mas contento-me com o que vivemos e só isso já me basta.
E o que me resta agora, é o tempo. Sim tempo. Para ou me apaixonar por você de verdade ou te esquecer de uma vez. Mas que saiba moço, o que vivemos vai estar para sempre no meu coração. 

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