Hoje completei um ano solteira. E sabe o melhor de tudo? Não doeu. Incomodou no começo, como aquela calça jeans que a gente enfia depois de ter engordado uns quilinhos.
Muito pelo contrário, o último ano me trouxe uma das melhores sensações: liberdade. É exatamente, liberdade. O fato de não ter que dar satisfação, com quem fui, com quem dormi, o que eu fiz, o quanto bebi ou se beijei outra boca. Não preciso dizer se beijei, quem beijei e porque beijei. Pude fazer as coisas por mim, e não deixar de fazer porque alguém não quis. Eu não me importei em ser só eu. E não existe sensação mais libertadora que essa.
Contudo, isso não quer dizer que eu não tive meus momentos de fraqueza. Pois tive, vários deles. Meus momentos de carência, de desespero e de saudade. E é claro que me entreguei a outras pessoas porque era a falta falando por mim. Fui falha e ainda sou. Mas isso não me torna uma pessoa ruim, muito pelo contrário, me mostrou na vivência o que é impermissivo fazer. Achei ter sentido a paixão várias vezes no meio desse tempo, mas no final a paixão acaba no fim daquele mesmo dia, porque no fundo eu sou realmente inconstante demais. Intolerante demais. Impulsiva demais. E pareço sentir o que não sinto, porque o momento pra mim, vale mais que a eternidade. E vale. Porque de nada me vale a proposta de eternidade se eu morrer hoje. Se for um momento, eu sei que o vivi da melhor maneira possível.
E as vezes o momento é mais valioso do que os anos de promessas de eternidade. O fim do meu relacionamento me ensinou muito sobre isso. O que sentimos é mais importante do que esperamos sentir um dia. O dia pode nem chegar. Cada dia um aprendizado diferente nesse vida tão louca e tão breve.
Hoje, perto dos 21 eu enxergo que eu não estou pronta pra ser de alguém agora. Tenho sonhos maiores. Melhores. E que apenas me incluem. E que do mundo eu quero é mais, porque esse gostinho de liberdade ainda não me satisfaz.
Me sinto um passarinho que voa pela primeira vez, pode seguir a rota que quiser. Eu posso seguir a rota que eu traçar, o caminho que eu escolher e cabe a eu ser feliz com isso ou não.
E estou muito feliz das minhas próprias conquistas, das próprias experiências. Porque tudo me acrescentou e mais que isso me ensinou que posso ser a cada dia uma pessoa melhor.
Soltar o laço que já era nó que me prendia a alguém, foi a melhor prova de amor próprio.


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