Heart Chat Bubble

Sinto muito, precisava falar sobre você.


Ok, estou sendo bastante clichê (de novo). Mas é que na verdade, eu sentia que precisava falar sobre você. Sobre tudo que eu senti e que sinto.
Hoje quando acordei pela manhã, vi uma crônica do Gregório Duvivier (leia na integra) que me fez pensar na gente. Quando vi a data 12 de Setembro, foi aí que a minha ficha caiu. Era o nosso dia. E meus olhos marejaram. Não preciso dizer seu nome, afinal acho que basta nós dois sabermos.
Então eu pensei em você. Na real, pensei na gente e sobre tudo que fomos e sobre tudo que eu passei a ser depois que nos separamos.
Ainda me lembro como era assistir filmes com você, em que nunca assistíamos 100% e isso era engraçado. Me lembrei do momento inusitado em que você me perguntou se eu queria te namorar e ser tua. Eu só tinha dezesseis anos. E foi embaixo de uma árvore onde tantas vezes escrevi para você, que eu te dei um beijo da confirmação que queria sim, queria ser tua.
Me lembrei das vezes que choramos juntos, mais do que em qualquer filme de drama quando a gente brigava e voltava a jogar o boomerang do nosso amor tão cheio de idas e vindas. Me lembrei de nós dois e nós estávamos sentados naquele sofá preto de couro quando meu pai abriu a porta e a gente estava ali, entregue as lágrimas abraçados. Acho que choramos ainda mais quando acabou tudo. E eu gosto de pensar que você sofreu também, como sofria durante nossas brigas intermináveis.
Hoje, tanto tempo depois estou aqui novamente embaixo daquela mesma árvore pensando na gente.
O tempo é o mestre do destino. Nos afastou para que eu pudesse me lembrar com carinho de tudo que vivemos e do quanto nos amamos na nossa pré-juventude.
Ontem fazendo o caminho rotineiro de casa, perto do horário de almoço, que não devo fazer há pelo menos uns três anos e eu comecei a me lembrar de como aquela rua tão silenciosa, escura e vazia foi palco do espetáculo que era o nosso amor onde eu ri, chorei, gritei, pulei, te dei uns tapas e nós fizemos as pazes tantas e tantas vezes. E aqueles muros, aquelas grades e postes nunca poderão falar sobre o que vivemos lá. É e sempre será nosso segredo.
É com grande pesar que escrevo tudo isso e com muito carinho no peito também.
Eu mudei muito e me tornei alguém completamente diferente do que eu fui quando me conheceu, ali naquela igreja em que praticamente cresci e que te conheci no momento mais critico da minha vida.
Não sei ser mais aquela garota apaixonada que eu era.
Embora muitas coisas permaneçam iguais, essa é uma das verdades mais dolorosas que me aconteceu. Nunca mais eu me apaixonei por alguém de verdade, louca e cegamente. Nunca mais chorei por causa de algum homem. Nunca mais consegui chorar porque amar alguém doía muito meu peito.
E sinceramente não creio que volte ser assim algum dia.
Passei a beber, fumar, dançar e usar aquelas mini-roupas. Acho que você passou a viver isso também.
E agradeço por ter me permitido viver isso contigo. Fui grande sortuda em ter um amor, que me fizesse mudar, ir além, largar tudo que eu amava e me fazer compartilhar dos sonhos que você possuía: ter uma família.
Agradeço por ter sido tudo em minha vida algum dia. E além de tudo, por ter me feito aprender a ser sozinha. Eu precisava disso: maturidade.
Sei que não vou mais me apaixonar daquele jeito, louca e incondicionalmente, não vou cegar como fiz anteriormente. Mas quero pensar que um dia eu vou amar alguém de novo como um dia eu amei você e que vou querer viver por ela também, mas não viver só para ela como fiz contigo.

Vivamos, um dia a gente se encontra por aí...


0 comentários:

Postar um comentário

 

Nossas postagens ❤️

Já visitaram ❤️

Deixa seu recado ❤️

Nome

E-mail *

Mensagem *

Laís Alves. Tecnologia do Blogger.