É estranho quando a gente pensa que um amor nunca vai acabar. Quando a gente se joga de cabeça em cima da outra pessoa, como se ela fosse o tudo que nosso nada não possuía. Amor eterno não existe. O que existe são amores momentâneos. A gente se apaixona por um jeito, um sorriso, um olhar, um toque... Que depois vai desgastando, desgastando... E quando a gente vê já acabou.
Todos nós somos imaturos quando falamos de amor. A gente não sabe muita coisa, nunca aprendemos o suficiente para isso. São cabeçadas atrás de cabeçadas. O tempo afasta a gente da pessoa que a gente ama, não por maldade e sim pra experiencia, pra aprendizado. E ultimamente tenho aprendido bastante.
A gente precisa não é mesmo?
Por mais que a gente acha que vai morrer, por mais que a gente chore toda a vida... Nunca ouvi dizer que alguém morreu de amor.
Somos nós que fazemos o drama grande demais, se não for ele, vai ser outro e assim consequentemente. Por mais que seja dito que a gente se apaixona duas vezes na vida, tenho certeza que nós nos apaixonamos mais do que isso. Existem tantos tipos de paixões e amores. A nossa felicidade carnal não se enquadra num homem ou numa mulher. Podemos amar um cachorro na rua, que te lambe quando você faz carinho, ou por ver uma amigo que não vê a muito tempo, por poder receber as pessoas que você gosta na sua casa. Por uma criança que acabou de nascer. Até mesmo para uma que ri para você quando você está fazendo compras no mercado. E como isso pode ser mais recíproco do que um homem e uma mulher.
Nós não somos tão leais assim.
Jamais seremos.
E nós precisamos nos acostumar com isso. Coisas que acontecem, diariamente e com frequência. O amor não é eterno. O amor acaba. Acaba e a gente nem vê, porque sempre está preocupado em tirar a sujeira do próprio umbigo, porque o umbigo é sempre mais importante que a outra pessoa. E não adianta, nós, seres humanos, somos os seres mais egoístas do mundo, enxergamos apenas a nós mesmos.
Se é difícil? É sim. Eu vi o amor acabar na minha frente das mais diferentes formas. E nunca morri. Eu estou aqui, vivíssima. Mais viva do que nunca, porque o tempo não pára para o nosso sofrimento.
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