Passei por uma metamorfose maravilinda como diria uma amiga minha e fiquei radiante. Da lagarta à borboleta. Da que rastejava à que voa livre, para onde quiser.
Claro que quando fiquei presa dentro do meu casulo, sozinha, fechada sofri muito. As asas demoraram pra sair, mas hoje saíram. E nossa, como eu fui feliz...
Na maioria das vezes na minha vida, eu só tive medo de ser sozinha e por isso eu abri mão da coisa mais importante desse mundo, que sou eu. Abria mão da coisa mais linda, que é o meu próprio sorriso, e tudo isso por quê? Porque eu não sabia me amar. Eu amava todo o resto, mas não a mim. Eu amava quem se quer era capaz de oferecer um amor tão bom quanto o que eu mesma poderia me oferecer.
A grande maioria de nós comete este erro de achar que não podemos ser felizes sozinhos. Que não podemos virar uma pagina. De que não podemos sorrir sem aquela pessoa.
Não estou menosprezando o fim de um amor, até porque sei como ninguém o quanto dói. Sou uma colecionadora de decepções amorosas, porque sempre fiz as escolhas erradas. Essa mesma de escolher os outros e não a mim. E só eu sei o que passei por isso, porque já desisti da minha vida certa vez. E a minha decepção estava por aí, na noitada, confirmando a sua liberdade com os amigos. É muito bom olhar para trás e ver, que eu consegui minha liberdade, mas foi sozinha. Como na reabilitação, aprendendo a dar meus primeiros passos. Mas dei os primeiros passos sozinha e se alguém merece a honraria, este alguém sou eu. Foi por mim que decidi lutar todos os dias. Foi por mim que decidi seguir em frente. Foi por mim que ateei fogo no que não precisava. Foi por mim que me soltei das algemas. Porque eu quem mereço o meu melhor. O meu sorriso, o meu cuidado, o meu colorido.
Se existir quem não me queira, tudo bem. Eu me quero.
Se existir alguém que queira me menosprezar, tudo bem. Eu me darei meu valor.
Se existir alguém que não me cuide como mereço, tudo bem. Eu me cuido.
Acho que isso sim, é o tal amor próprio que tanto me falaram. E não, não é egoísmo, nem egocentrismo, tampouco narcisismo. Essa sou eu, a nova eu. A eu que merece o meu melhor, que sabe lidar com o meu pior como ninguém. Que sabe cuidar do meu eu, tão bem do que qualquer outra pessoa. Sei tudo que eu gosto e que não gosto e mesmo que queira eu nunca, JAMAIS, vou conseguir me machucar, não vou conseguir me abandonar embora em alguma etapa da vida já tenha tentado.
É claro que o fim de um amor dói, dói mesmo e não é pouco. A gente sempre pensa que não existirá ninguém melhor do que ele, do que ela. E realmente não existirá, porque existirão melhores, bem melhores, cabe a você se permitir ou não.
Eu sempre tive muito medo de altura, mas quando pulei do precipício me dei conta de que adorava voar. E não me preocupei em abrir os braços e ir.
É excepcional se descobrir.
É muito bom se permitir sentir, se deixar sentir o que você quer sentir.
Descobri que ser sozinha, não era tão ruim assim e se eu bem soubesse, ah se eu soubesse... Eu tinha me permitido ser feliz e colorida há muito, mas muito tempo.
Então apenas se levante. Vá dar uma volta. Veja que o mundo não é só a dor que existe dentro de você. Você é maior que qualquer coisa. Você tem a sorte de ver as cores desse mundo, sentir os cheiros das flores e a maciez das suas pétalas. Se alguém lhe tirou o sorriso, lembre-se sempre que você é o maior motivo de tê-lo em seu rosto só por ter acordado hoje. Vá viver, só viva, como eu li por aí em algum lugar: viver não cabe no Lattes. Então só vai e seja feliz!
E se ter perguntarem como você está, diga: eu estou linda!


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