Heart Chat Bubble

Afinal, quem sou eu?


Acho que eu estava fazendo do amor, um calculo matemático completamente errado.
Eu achava que deveria ser suficiente por nós dois. Por mim e por todos os amores que um dia eu fiz questão de ter.
A questão, é que eu deixava de ser quem eu realmente era, para ser alguém que os agradasse. E isso por acaso é certo?
Não é. Nunca foi.
Nem justo comigo e nem com os meus amores. Pois eu não era eu mesma. Era versão melhorada e feminina deles.
Lembro que quando eu tinha 9 anos e estava na 4ª série, me apaixonei por um menino e virei São Paulina por causa dele. Depois na 6ª me apaixonei por um outro e passei a ouvir Akon porque ele cantava as musicas. Na 8ª série namorava um menino que ouvia Infinity do Guru Josh Project e passei a ficar fissurada no cara por causa disso. No 1º ano, namorei outro menino, que gostava de Black Music, e então eu passei a ouvir Black Music e andar vestida como um rapper americano, porque ele achava bonito ser "swag" é como chamam esse estilo rapper agora. Nesse mesmo ano, me apaixonei por um melhor amigo funkeiro, e então comecei a ouvir funk, escovar meus cabelos e usar roupas curtas, porque os funkeiros gostavam disso. Quando entrei no 2º ano do Ensino Médio, namorei um outro rapaz, e então comecei a ouvir musicas eletrônicas só porque ele gostava. Com meu (atual) ex-namorado comecei a ouvir frequentemente RAP nacional e CBJr (Charlie Brown Jr) porque ele gostava. Graças ao meu novo encanto, passei a ouvir Chapeleiro, Calvin Harris e Rock porque ele gosta, além de estar super informada sobre armamentos que é o que ele faz dentro do exército.
E então me dei conta, que deixei de ser a mulher que eu queria ser, para ser a mulher que eles queriam que eu fosse, ou talvez a mulher ideal. E isso lá foi justo? Deixei de ouvir meu velho e adorado He is We e tantas outras músicas indies, porque precisava realmente me ajustar para ser percebida.
E fui percebida.
Somente até quando eles quiseram me notar, depois acabou.
E então eu descobri que estava fazendo a maior merda da minha vida. Me adaptando demais aos outros que não se adaptavam 1% a mim.
E isso não era certo comigo, nunca foi.
Eu realmente acho que por esta razão nunca me encontrei num estilo pessoal próprio, porque eu acabava me deixando levar pelo estilo pessoal de segundos e terceiros. E foi então que eu mesma decidi que queria me encontrar e que se dane o que os outros pensam, ou querem de mim. Acho que nem ao menos, me importo com isso. Pelo menos não hoje.
Quero me encontrar, me encontrar comigo mesma. Poder ser feliz e me expor sem me importar com o que vão achar. Se sou errada? Já fui, já fui mesmo. Mas hoje, eu percebo que ser errada também é bom, me constituiu como ser, como eu, como a Laís. A Laís criança hoje teria muito orgulho da Laís adulta. Porque a Laís adulta finalmente aprendeu a viver a serenidade da vida. E isso faz toda a diferença.
A Laís adulta finalmente descobriu que para ser feliz com alguém, é preciso ser feliz sozinha primeiro. Porque só assim ser feliz com alguém será questão de escolha e não de necessidade.

0 comentários:

Postar um comentário

 

Nossas postagens ❤️

Já visitaram ❤️

Deixa seu recado ❤️

Nome

E-mail *

Mensagem *

Laís Alves. Tecnologia do Blogger.