Heart Chat Bubble

Heart of cries.

Decidi hoje fazer um daqueles desabafos, que o mundo não aguentaria. Assim como eu não aguentei. Cada parte de mim está quebrada agora, e eu grito, mas ninguém pode me ouvir, como não pode juntar minhas partes para eu ser enfim, completa de novo. Ninguém sabe como é isso, ninguém sabe como é esta dor. No fim, esse é só mais um texto pra coleção da minha coleção de dores. Ninguém me viu morrer na última semana. Ninguém deixou de lado a sua dor, pra cuidar da minha que estava tão, mas tão grande. Ninguém para ouvir os gritos abafados de uma dor tão insuportável que não coube em mim, que me fez pular em cima de um carro duas vezes em uma semana. Eu tentei me curar, mas estou cada vez mais para baixo. Cada vez mais no fundo, cada vez mais no fundo... Ninguém me disse como era difícil, ninguém me disse como doía e eu queria pelo amor de Deus voltar ao começo da minha vida.
Tudo escuro, como se ninguém pudesse me ver, é assim que fico no meu mundo pensando trancada comigo. Meu silencio abafado, já disse muito. Não me sinto amada. Não me sinto bem-vinda. Ando em círculos e não sei sinceramente para onde eu estou indo. O que eu devo fazer? Passei uma semana inteira pensando em como morrer. Sim, eu estou num momento que desejo do fundo do meu coração que a alma congele com o resto do meu corpo. Embora não ache certo, escrevi três cartas suicidas tortuosas que ninguém conseguiria ler sem deixar algum tipo de dor escorrer por si. Não entendo porque tudo isso, mas também não me importo. Quero matar minha dor, não minha vida. Mas já ando tão contaminada que eu não sei como fazer.  E eu tentei mostrar para o mundo do meu jeito o que eu estava sentido, o mundo não viu. Você não viu.
Vi meu coração cair e se desmanchar, como uma taça de cristal. As minhas mãos estavam frias demais e trêmulas para tentar pegar tudo e remontar. Fazer renascer daquele simples resto, a mim. Parece que isso tudo é irreal. Isso não pode ser real. Eu escuto vozes na minha mente, que me mandam fazer coisas que eu não quero, dizer o que eu não quero. Eu queria apenas ficar num canto do meu quarto como se eu não conhecesse nada disso. Fico esperando só por um sinal que possa me salvar. As vozes apenas dizem para que eu siga em frente, mas eu me sinto muito só, tão só. Eu erro, mas faço de conta que eu não sei o que é isso. Não sei mais o que é dormir. Eu sei que estou acordada, mas o resto do meu mundo é adormecido. Sem ninguém eu não tenho um descanso. Eu rezo para que tudo isso passe e eu seja inquebrável. Mas eu me sinto vazia, com espaços vazios que me enchem de buracos.  Eu estou nadando num oceano estando sozinha.
Eu sonho que estou desaparecendo , mas ninguém sente falta. Ninguém me escuta, pois ninguém mais se importa. Depois deste sonho, eu nunca mais fui a mesma. Acordei com muito medo. Se eu morrer o que eu deixo?
Quero que sejam esquecidos TODOS os erros que eu cometi, queria que me ajudassem a deixar tudo isso para trás, para serem deixadas razões de saudades. Que não fiquem ressentidos comigo, quando se sentirem sozinhos.
Esta noite visto meu vestido vermelho e danço no escuro à luz pálida. Fiz na ponta de meus cabelos cachos bem grandes, como se eu fosse a rainha da beleza. Sem o salto alto me sinto tão... Eu estou queimando, mas isso não me assusta. Me sinto tão elétrica, como se viajasse a 150 km/h. Tenho a querida e malvada morte agradavelmente ao meu lado. Sei que se formos, eu estarei feliz!
Talvez eu sinta falta para sempre, como as estrelas sentem a falta do sol nos céus da manhã. Mas eu sei que vai passar. Em outra vida eu vou ser a sua garota, nós manteríamos todas as promessas sendo nós contra o mundo. Em outra vida farei você ficar, para não ter que dizer que eu sou aquela que partiu e foi embora.
Quero descansar, sei que faço isso para me esquecer e deixar a onda da minha vida acertar. Não posso culpar ninguém por quem nunca realmente me conheceu. Mas nada nunca me fez me sentir tão mal. Estou me arrastando, com o coração partido. Onde foi parar o tempo nesse mundo? Perdi minha fé no meio desse abandono. Já não me sinto entranha, mas sim mais como uma assombrada. Não sei explicar direito, mas me sinto como uma criança que foi deixada para trás. Tudo que sobrou se foi. Tinha segurado a minha mão, me mostrou como fazia, me prometeu que ficaria por perto. Eu absorvi as palavras e as guardei para mim.  Mas não era o cara certo, nem o momento certo. Esse não era o dia certo.
Ok, eu aguento a chuva no teto da minha casa vazia, isso não me incomoda. Posso tranquilamente tirar algumas lágrimas e algum dia deixar elas rolarem. Eu não tenho medo de chorar. De vez em quando, em algum tempo mesmo pensando que podemos viver um sem o outro me chateia há alguns dias. Como agora. E novamente, eu finjo que eu estou bem! O que doeu mais foi estar tão perto e ter tanto para dizer, me matou. Ver você indo embora e nunca saber o que realmente poderia ter sido, por você não ter visto que amar você era exatamente o que eu estava tentando fazer.
É difícil lidar com a dor do fim de tudo em todo ar que eu respiro. Ainda mais difícil é levantar, trocar de roupa e viver com a essa vontade de morrer. Eu juro que queria aliviar a dor, mas isso me mata, me mata! E eu não sei mais o que farei daqui em diante. Adeus

0 comentários:

Postar um comentário

 

Nossas postagens ❤️

Já visitaram ❤️

Deixa seu recado ❤️

Nome

E-mail *

Mensagem *

Laís Alves. Tecnologia do Blogger.