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Strange to me.

É engraçado não? Quando a gente se apaixona, a gente se apaixona por coisas tão pequenas e tão fúteis ao mesmo tempo. Um olhar, uma palavra ou um sorriso torto panaca. E pronto fodeu! O cupido resolveu roubar a tua alma. Eu já me apaixonei sim e não foi só uma vez. A parte mais esdrúxula de toda a situação é que basta conhecer um pouco mais da personalidade do outro, a paixão vai embora. Passa assim, do dia para a noite. De uma hora para outra. E quando você se dá conta, nem ao menos ver a pessoa você quer mais, dá aquelas desculpas bem esfarrapadas que o outro sempre cai como um patinho. Passa a vontade até de segurar a mão dela. Depois vem o adeus e a outra pessoa começa correr atrás, porque nunca sabe porque que a paixãozinha acabou. Previsível não? A partir desse momento você diz qualquer coisa convincente... Mas nunca diz que tá enjoado dos defeitos que se fazem tão presentes, porque não quer magoar. “Antes eu magoada do que ele”, quando não são pessoas extremamente hipócritas, é claro. As pessoas não sabem ser sinceras e dizer “Olha, não suporto teu jeito, tuas manias, tuas grosserias ou tuas arrogâncias e friezas”. É mais fácil fazer de conta, sinceridade é difícil pra caralho. Mentir é sempre mais fácil, pelo menos sempre achei mais fácil, sempre me foi mais fácil camuflar ou omitir fatos verídicos, sempre me saí bem em fazer de conta que “não foi nada, ok?”, embora tudo sempre tenha sido alguma coisa. Mas a vida me ensinou isso. Nem o tempo todo, a gente pode ser transparente como água, tem gente que se aproveita demais disso. 
E acabo de chegar à conclusão que me descrevi perfeitamente, olhando para o que eu fui. Porque é exatamente assim que faço. As pessoas me perdem e nem ao menos as dou o direito de saber o porquê. E é melhor assim. Já que ninguém sabe ouvir a verdade quieto. Minhas paixões pelas pessoas não apenas se desgastam, elas viram cinzas de uma forma, que não há chance alguma de ser como eram. Sem segundas chances. 
E é assim que eu acabo sendo a malvada da história. A fria, a seca e grossa. Mas desaprendi a dar segundas e terceiras chances, porque todas as vezes em que eu permiti as tais chances, quem ficou no fundo do poço fui eu e eu prometi a mim mesma algo mais. Sou dura? Jamais, a ideia nunca foi essa, ser assim nunca foi um dos grandes objetivos da minha vida, eu só não quero viver decepcionada e triste como sempre fui ao fim das contas. Meu orgulho me livra de muita coisa e sou certa disso. Então, eu prefiro e sempre vou preferir daqui para frente, pular fora antes que o barco acabe afundando e posso garantir que é o melhor método de defesa que pude arrumar para mim. Eu estou muito bem assim. Melhor até do que podia imaginar. 
As pessoas têm o direito de ficar até quando quiser perto dessa estranha eu e quando elas decidirem ir embora, elas jamais devem olhar para trás porque eu não estarei lá indo atrás delas, muito pelo contrário, vou estar caminhando ao sentido oposto e de costas viradas, não vou olhar para trás, porque quando eu desisto ou alguém desiste, é para sempre e se é para sempre não tem volta nunca mais. 

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