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Ao anjo do céu!

Ao meu amigo que está com os anjos hoje. Ao meu Jamynho. Ao meu pequeno grande garoto que apesar de todas as burradas, de todas as tolices, jamais deixou de ser um garoto do coração mais puro e excepcional que já conheci.
É estranho hoje escrever para ele. Escrever e saber que ele não vai ler. Escrever e não ler ele me dizer “pô véi, tá maneiro. Vc escreve demais Lah, devia ser escritora”. Escrever e não ter uma resposta. Escrever, com uma saudade ainda maior da que eu já sentia nos longos anos que a gente passou sem se ver, sem se abraçar. Hoje faz um mês, que ele foi embora. Um mês que passando na casa da minha avó,  ele perguntou de mim e logo depois... Partiu. Partiu para estar com seu pai, seu tio e seu avô, aqueles grandes homens guerreiros que ele tanto se espelhou durante o tempo que esteve aqui.
Lamento tanto não ter escrito para ele antes. Lamento não poder ter estado tão presente, como era antes também. Por mais que fosse de alguma forma, através de uma tela de computador e um teclado, eu podia ter dado mais atenção quando eu pude, mas eu sempre na minha correria não conseguia. As poucas que pude a nossa atenção um para o outro era sempre tão suficiente e quando a gente se via durante as festas de fim de ano, era tanta felicidade, tantos abraços e tantos carinhos, sem contar que também tantos rolês. Nunca vou esquecer como nos conhecemos. Nunca vou esquecer do modo como ele sorria para mim, pessoalmente e até quando conversávamos pela webcam. Também não vou me esquecer das lágrimas que rolavam do rosto dele no dia que nos vimos depois da morte do pai, um mês antes dele morrer também...
Sinto tanto por não ter me despedido.
Sinto tanto por não ter estado lá junto com ele, até o fim como eu prometi.
Ainda é difícil acreditar que no fim do ano, vou para a casa da vovó e não vou ver ele passando de moto pra cima e pra baixo. Não vamos pescar. Não vamos para a cachoeira. Não vou ver ele sorrir e falar “ae minha psicóloga, to precisando conversar” com aquele sotaque arrastado. Lembro das tardes que a gente passava juntos, e meu peito agora vai se apertando de saudade. A mesma dor que eu senti no dia que acordei na hora de ir pra faculdade e recebi a noticia da sua partida, meu Deus, que buraco vazio aqui dentro de mim! Ainda arrasada deixo vazar a saudade dos meus olhos, de forma que não consigo controlar. Não consigo mais entrar no perfil dele no facebook, porque vejo aquelas varias mensagens de saudades, de luto, da nossa família, da família dele, dos amigos, das ex-namoradas, da namorada. Dói demais saber que além de mim, tanta gente sofre com a partida dele, sofre de pensar que aquele menino de ouro (que por mais que fosse encrenqueiro) morreu com um tiro no peito e um na cabeça.
Sem mais o que dizer, vou pedindo que Deus abençoe ele de onde estiver. Que ele esteja bem e em paz ao lado do pai, como tanto sonhou durante os dezoito anos de vida.
Com uma saudade muito grande, com uma lembrança forte dentro do coração nunca vou esquecer o meu garotinho, meu menininho que sempre cuidei e que hoje cuida de mim de lá de cima. Sempre fui tímida, mas hoje digo que eu amo meu amigo, sempre e pra sempre. E o amei por ter sido tão meu amigo naquela maldita fase em que nada dava certo, em que eu só chorava. O amo por ter estado junto contigo quando ele precisou de mim e choramos juntos. O amo, simplesmente o amo.
Esse termino por aqui...

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