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Naquela tarde...

Naquela tarde em que meu rosto estava colado ao teu e a minha pálida respiração alcançava teus ouvidos, eu disse que te amo. Naquela tarde onde no escuro meus olhos puderam enxergar mais de perto os teus, e minha boca sentir o doce sabor da tua. Foi naquela tarde que meu corpo arrepiou com as tuas palavras e estremeci completamente com o teu beijo. Senti tua boca perto de meus ouvidos dizendo teu segredo, revelando o que os teus olhos ainda não haviam revelado e tua boca se quer comentado. Mas naquela tarde ao nos depararmos com a escuridão, nos deparamos com a luz brilhante dos nossos olhos que se misturaram ao sentir o sabor do amor. Foi naquela tarde onde minha mão encontrou a tua e meus dedos enlaçaram os teus como o véu da noite enlaça a lua. Como o arpoar do vento ao redor das montanhas verdes e inclinadas , misturamos nossos corpos em forma de ousadia. Como uma gaze de veludo, meu amor por você ousou em revelar meu segredo e assim, saber o teu. Eu cuidarei do teu segredo e o guardarei debaixo de sete chaves em meu coração. Guardarei com a pureza da paixão que irradia e irriga as melhores partes que se formaram dentro de mim. Trancarei – o , assim como as grades do meu coração trancou você no mais profundo de minha alma. Naquela tarde em que os nossos ouvidos puderam conhecer a verdade intensa que persistia em nossos olhos, descobrimos que nossa ligação é fortificada com apenas um sorriso ou apenas um abraço. Naquela tarde em que a tarde se transformou em noite, ao deixar que você fosse meu coração disparou de saudade em apenas ver seus passos indo de forma contrária ao meu, como se houvessem apenas dois caminhos distintos separando você de mim. Mas foi naquela tarde que eu percebi que não existe caminho diferente entre nossos segredos, pois talvez sejam os mesmos. Percebi que minha alma encontrou o que precisava na tua, e que meus olhos contornaram a volúpia da tua carne. Senti a última folha da ilusão cair e dar espaço ao conto das andorinhas azuis e dos pássaros coloridos, que antes só podiam aparecer escondido atrás da moita da dor que perdurava dentro de mim. E então foi naquela tarde que pulei a montanha escura das trevas e encontrei o teu rosto, agarrado ao meu, dizendo o teu segredo, denunciando o que teus olhos escondiam com a incógnita do medo de não ser.

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