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O tempo e o vento


Ouça Black Flies enquanto lê.

Existem dias que acordamos com aquela velha sensação de estar sozinho, de não ter em quem se apoiar, de não ter com quem conversar, de estar só por estar. Sensação de pensar que não existe ninguém lá por você.
Hoje o dia amanheceu cinzento. Quando olhei pela janela pensei que o dia fosse melhorar. Mas não melhorou.
Tenho aprendido constantemente com a vida. Em cada tombo, um aprendizado. Em cada tapa no rosto, uma nova lição.
As pessoas mentem. Mentem bem. E somos feitos de idiotas pela eternidade por pensar que seria diferente. As pessoas camuflam seus sentimentos. Escondem quem realmente são para não te assustar.
Acho que sou a única errada nessa vida, de não me esconder e mostrar pro mundo a minha cara, o meu jeito, minha essência. Como se todos merecessem isso de mim. Não merecem. Nunca se quer mereceram.
E é sobre isso que vou escrever hoje, sobre como nos enganamos com as pessoas que estão na nossa vida o tempo todo.
Logo agora que eu, tão eu que havia decidido que ser sozinha era o que eu precisava. Aparece e acontece tanta coisa, tudo ao mesmo tempo. As traições, as mágoas, as intolerâncias... os amores, as amizades perdidas e tudo porque o egoísmo está cada vez mais presente dentro das pessoas.  As pessoas deixam de se preocupar como você está. Se você está feliz. Se você está triste. Se está num momento difícil, ou se não está suportando. Até porque, meu umbigo é mais interessante que o seu não é? Maldita ferida narcísica que fomos ter, para lembrar que o meu é mais importante que o seu.
Achei que pudesse realmente conhecer as pessoas. Mas me enganei, nunca terei o direito de conhecer ninguém, não como as pessoas me conhecem pelo menos.
Mas a parte boa é que nessa vida, tudo passa. Como o tempo, como o vento, passa e não volta. Ou volta, depende do nosso ponto de vista.
Às vezes, penso em como eu queria não ser feita de carne, para não sofrer com essas decepções da vida, com as mesmas pessoas ou com pessoas diferentes que lembram aquelas mesmas pessoas.
Existirão tantas pessoas que vão achar que este texto é para si próprio, mas, mais uma vez egoísmo, porque eu estou escrevendo num momento de muita reflexão sobre tudo que me aconteceu e que acontece. 
E hoje, eu muito bem penso que talvez ser sozinha é melhor coisa que faço por mim. Eu não vou me machucar, não vou dizer coisas desnecessárias a mim mesma, não vou dar um tapa na minha cara. E ainda sim, tantas pessoas me condenaram pela minha solidão. Mas tudo bem. Como diz minha mãe “antes só do que mal acompanhada Laís”
É verdade mãe, você tem razão.


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