Eu poderia começar este texto pensando no amor e suas definições. A grande questão que hoje me faz pensar, é sobre como nós somos tão frágeis quando se trata em perder amores.
Não entendo porque se faz necessário a dor do adeus. Talvez se alguém me dissesse que eu poderia ver alguém partir da minha vida, eu o daria um grande soco no estômago. E falaria que era mentira, porque meus amores nunca iriam embora. Não sem se despedir.
Mas chegou um dia que eles foram, e não puderam esperar por mim, para que eu dissesse o quão importante foram em minha vida. Eis então que estamos separados hoje por uma constelação estelar, plausível de se assistida. Milhas e mais milhas separaram nossas almas, nossas almas tão íntimas, que podiam dançar juntas enquanto nosso corpo permanecia por perto.
Laços quebrados.
Saudade no peito.
Lagrimas nos olhos.
Mas hoje já não é lagrimas de dor, sim aquela de saudades das lembranças tão frescas na nossa memória que nos fazem notar, que nada foi em vão.
Da saudade de segurar as mãos. Da saudade de fazer festa nos reencontros. Saudades de um brilho forte no olhar e um sorriso que era incapaz de se tirar daquele rosto.
Aprender a conviver sozinha e sem presenças, não foi algo tão fácil. Por que vez ou outra, a gente acaba se pegando pensando nos "e se" que essa vida louca nos proporciona. No quanto podíamos fazer e se realmente fizemos tudo que nos éramos capazes.
Então pensamos no tempo desperdiçado e como somos machistas de não conseguir dizer um simples eu te amo, que não mataria ninguém. Passamos a dedicar mais tempo de amor nas redes sociais. E cade o nosso amor pelas pessoas de fato?
Nessa vida, precisamos aprender a dar valor ao que temos hoje, para não dar valor a algo que tivemos um dia e que hoje, são apenas uma pilha de retratos e cartas largada em algum velho baú.
Ame hoje, se dedique hoje, se entregue e se envolva. Porque o tempo não pode voltar, o que certamente vai voltar é a vontade de voltar no tempo.
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