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My "Sacrifice"..

Eu tinha apenas 13 anos quando descobri por acaso que gostava de escrever. Depois de um garoto qualquer que conheci na 8ª série, por quem me apaixonei e depois de momentos tão bons e daquelas ilusões infantis ele me deu um pontapé. A partir desse momento escrever era um alívio para mim, era como se a cada vez que eu escrevesse o sentimento fosse único. E talvez fosse. Daquele dia em diante, tanta coisa foi diferente na minha vida... Eu mudei tanto, e talvez esse texto seja apenas para daqui a algum tempo eu refletir sobre mim mesma. Talvez o releia até o fim do ano, talvez releia daqui dois anos ou posso jamais ler ele novamente.
Claro que depois dessa paixão tão infantil muita coisa foi diferente. E hoje praticamente cinco anos depois consigo enxergar o que a realidade me tornou. Mas acredito que a minha eu de cinco anos atrás, se orgulhe da minha eu hoje. Depois de anos escrevendo sobre a dor de ter sido traída; sobre a dor de amar alguém, receber ofensas e continuar amando; sobre o que é ser deixada por quem me importou e ainda sim continuar tentando se entregar a alguém sabendo que tudo pode acontecer de novo... Eu sei que me tornou mulher. Cada linha que foi escrita todos esses anos a fio. Linhas e mais linhas, como uma estrada infinita. Linhas de amores, de fim de amores, de recomeços de amores e fim definitivos de amores. Linhas de amor, linhas de dores tão insuportáveis que pensei que não fosse aguentar, como não aguentei. Anos escrevendo como é ser deixada como se não fosse nada, e como de fato eu não era. Linhas de dias tão felizes que nada poderia me deter. Mas outros nem tanto assim. Desejo parabéns a mim, por ainda acreditar que algo pode dar certo na minha vida, mesmo com todos os poréns. Anos.. Anos que me fazem me sentir mais velha. Anos que me fazem me sentir torturada. Anos que me pesam, tanto que às vezes consigo sinceramente pensar que eu não vou conseguir suportar. Porque crescer, é difícil e faz a gente ter a leve e impressão que nunca vai parar de cansar. Cansar de ter que lembrar todo santo dia de tudo que eu fiz quando era mais nova. Me arrependendo e não querendo voltar a cometer os mesmos erros. Ah, se todos esses caras soubessem o que de fato me causaram. Nunca imaginei que pudesse algo ser assim. E ao olhar para trás me angustia é tão forte. Dei prioridades demais quando eu era a prioridade de menos. Fui fraca, fui medíocre comigo mesma. Movi montanhas por mim, para poder dar a volta por cima. Para superar todas as dores e promessas falsas, cheias de falsidade em olhares tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo. Os mesmos encantos em olhos castanhos diferentes. Os mesmos olhos castanhos que ainda sim ANOS depois me causam tantas torturas. Aqueles mesmos que fizeram o meu brilhar. Ou chorar. Depende de quais e quando. Eu ainda sou quebrada, mas ainda sim não sei explicar como fiz meus próprios remendos. Tentei muito tempo gritar, mas nada saia. Hoje, FINALMENTE, foi o meu dia. O dia de dizer ao mundo todo o rancor que o coração guardou. Eu estive tão assustada, e tudo isso me matou. Mas eu tive todo esse tempo para mudar, para o mundo me ver o que eu queria, pois eu sou o que eu queria. Eu consegui ser o que queria. Realizar todos os sonhos que tive, com todos aqueles garotos hipócritas. Houveram outras pessoas para viver isso. Nunca tive a necessidade de reviver as tardes no parque, ou os dias que andei de mão dada com alguém debaixo da chuva no meio do inverno de Julho. Nunca precisei reviver um dia inteiro deitada numa cama de solteiro para só olhar alguém. A vida às vezes dá algumas guinadas que a gente nem imagina. Umas voltas por cima que a gente nem esperava. E não quer dizer que não doeu, porque doeu mais que tudo na minha vida ver como muita coisa que é importante virando sucata. As coisas ruins o tempo se encarregou de levar. Meu coração cansou de ficar na tortura de sempre. Lembrando das coisas de sempre. Agora eu sei que posso ser feliz, na pequena minha pequena casinha de saber. Eu sei que posso ser feliz daqui por diante. Finalmente depois de viver a minha vida inteira escrevendo mais um capítulo de um velho livro, descobri que no fim das contas compensa mais a gente escrever um novo livro. Acabar significa ter fim, e ter fim significa recomeçar. Eu estou recomeçando. A partir daqui, é um livro diferente, com capítulos diferentes... No meio dessa confusão, eu não conseguia encontrar ninguém. Meu coração tem segredos que moviam a solidão. E que solidão! Descobri que era capaz de viver sem tudo isso, sem indecisão de seguir, de mundo partido em dois. O tempo levou... Levou tudo...

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