De repente tanta coisa foi mudando na minha vida e eu nem me dei conta de tudo que estava acontecendo. Não me enfiei num vão para me esconder, não corri com medo ou apavorada, até sentir as pernas trêmulas e a garganta seca. Tudo isso é complicado, difícil e eu no meio desse turbilhão todo.
Eu tinha mil planos pra minha vida aos 18. Quando tinha 15 anos, planeja que a minha vida com 18 seria outra. Não foi. Ao invés de estar cada dia mais livre, estou cada vez mais presa à esse este mundo dos adultos. Atolada de trabalho, de estudos, de relacionamentos. Com 15 anos eu pensava aos 18 eu estaria fora da casa dos meus pais. Já estaria dirigindo meu belo New Beetle 0 KM pela cidade. Ao invés de só um cara, estaria com vários ou invés de vários estaria noiva de um só. Estaria mostrando uma exacerbada ostentação de uma vida luxuosa... Que não tenho. Eu não tenho nada disso, muito pelo contrário aos 18 anos estou mais fudida que qualquer coisa. Sou estagiária na matriz de uma empresa, sendo recepcionista ou secretária, depende de cada um na empresa. Isso já é o suficiente pra me atolar. Estou no 2º ano da faculdade de psicologia, a felicidade contagia ao saber que agora são apenas mais 3 anos. Com o salário que ganho, não consigo nem ao menos pagar o valor integral da minha mensalidade e ficar com 2 reais na mão, que não paga nem o transporte público da cidade de SP. E eu ainda me enganava com essa ideia de que: CRESCER É BOM. Depois vem o lance da família, do relacionamento que é outra coisa que às vezes fode a minha vida. Viver com outros alguéns é sempre difícil. A gente não vive bem com isso o tempo todo. E isso frustra muito. Quando comecei a namorar há 3 anos atrás, pensava em todo a história de crescer na vida, de ser tudo rápido e tudo junto. Mas parece que todo esse tempo apenas eu lutei por isso e realmente quis em todos os 4 casos. Me frustrei ao começar a ter que competir com terceiros pra ficar na vida de alguém. E como se fosse meu destino, tive este problema em todos os relacionamentos, talvez uns 4 ou 6. Onde eu era a atacante no meio da família. E pra ser sincera, isso cansa. Cansa ter que ficar no meio, ter que competir com as outras pessoas. Não é a primeira e nem tão pouco a última vez que isso vai me acontecer, para minha tão grande lamentação. E se for a minha sina? Eu penso nisso... E se eu realmente tiver que ficar vivendo esse maldito empasse? Não sei o que vou fazer. Se eu soubesse disso aos 15, jamais teria me deixado levar pelos garotos que conheci a nível de carregar no dedo a aliança com o nome deles gravado.
Mas paciência. São agora 18 anos bem vividos e quase resolvidos para toda via. Já aceitei que sonhei alto demais, e que sonho! A vida é mais ainda, muito mais. E sei que tudo que eu sabia me fez entender que precisava saber mais. Porque o mundo não é imaginação, o mundo é realidade. Fantasias são frustrantes. A gente aprende com a vida. Aprende bastante. Eu aprendi, como todo mundo vai aprender.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário