Desculpa se eu cheguei tarde demais. Eu andei tentando me encontrar em qualquer palavra, para depois poder entender as suas. Eu andei conhecendo outras constelações para te mostrar o céu que nessa noite não chora, mas sente a nossa existência com uma dor aguda. Desculpa se eu te ceguei com a minha falta de jeito. Eu sempre tentei te mostrar a real intenção da vida sobre nós. Eu nunca fui a tua melhor opção para um sábado à noite, mas sempre estive aqui no domingo por você, te esperando pra cuidar das tuas dores, pra te fazer rir com qualquer palavra engraçada no meio de uma sentença, porque você ri do desconhecido. Desculpa se a noite já passou, se agora não dá mais pra ver a lua da tua janela, se o teu café amargo esfriou, se nós já enjoamos de todas as músicas deste cd, de todas as conversas e de todas as palavras engraçadas. Desculpa se já é o começo da segunda, da semana, mas ainda não é o fim da nossa vida. E aqui estou… Pensando em você, de dia, de noite, em plena madrugada. Ao dormir penso em você, ao acordar penso em você, ao citarem a palavra “amor” automaticamente seu nome vem em minha mente, aí eu me pergunto… E você? Eu tava ouvindo uma música qualquer da minha play, e de repente ela se encaixou tão bem na gente. Parei, fiquei imobilizada olhando pro teto pensando no que fazer, se eu devia sair correndo e te impedir de se afastar, ou simplesmente deixar as coisas acontecerem, ver qual é o rumo certo daqui pra frente. Mas olha pra mim, não tem certo sem você, não adianta querer fingir, porque não tem. Eu me acostumei tanto com a gente, me enrolei nas suas bagunças e medos bobos, me joguei tendo certeza que você me seguraria, e você sempre segurou. Você se tornou meu ponto fraco, e eu já não tenho mais forças, nem sequer pra correr até você e te segurar. Não to conseguindo raciocinar direito, parece que o vento veio e bagunçou tudo, não sei mais onde eu to, nem o que eu to escrevendo. Ta tudo tão sem nexo, me desculpa por nunca saber como falar. Desculpa se eu pisei na bola e te fiz chorar, eu não queria nada disso, mas eu sempre faço tudo errado. No meio do meu querer tem algo me afastando de você, essa dor, esse vazio, não me deixam te dizer a falta que ta me fazendo. Eu não consigo e nem quero me acostumar com a ideia de estar te perdendo, de ter te perdido. Incrível como eu também fico pensando que o amor acabou. E a poucas pessoas a que narrei nossa historia dizem a mesma coisa, agora por que a gente é capaz de dizer eu te amo? Ou apenas de sofrer cada um pra seu lado. Eu me lembro de você, lembro-me do teu olhar para comigo e da sua atenção. E sinceramente? Não espero que haja outro, senão você, não quero nenhum outro. Eu não sinto ódio, não sinto nada mais que um grande vazio. Vazio de não ter suas mãos nas minhas, daquelas nossas longas ligações e das tuas risadas perdidas. Porque eu lembro que também ria. Mas, o clima ficou pesado, as atitudes e palavras erradas pesaram sobre nossos ombros. Sim, toda hora que o vento sopra sou capaz de ver teu rosto. Em uma noite fria, não há mais um boa noite. Então me queime com o fogo, me afogue com a chuva. Vou acordar gritando pelo teu nome. Sim, sou uma pecadora, sou uma santa. E o que quer que aconteça aqui- vamos sobreviver. Nosso futuro ficou perdido, mas nada foi em vão- o que foi vivenciado. Nada foi em vão. Eu sempre esperei coisas bonitinhas, eu sou feita de detalhes, eu me tornei teus detalhes. Mas, eu desde o principio sabia, que as mais belas palavras poderiam vir quando estivéssemos longe demais um do outro. Como fomos deixar acabar? Quebrar? Morrer? Por que adeus dói tanto? Posso virar teu fantasma particular? será que quando a gente um dia se rever? Algo vai bater mais forte? Por que será que coloquei na minha cabeça que estamos apenas brigados? Eternamente brigados. Será que eu espero que tudo retorne? Mas, porque se eu perdi a fé na gente? E por que tanta esperança desvanecida se meu coração sangrou ao ler tua carta? Devolva-me o ar. Devolva-me o coração. Devolva-me a alma que aprisionou nessas paredes azuis. Devolva-me a esperança? Para que tudo possa retornar. Eu já não entendo mais nada. Mas, apenas dói. Tu evitas pensar em mim, mas eu preciso pensar em ti. E que eu pense todos os dias. Que eu viva você todos os dias. Que eu viva teus erros e teus acertos todos os dias- até o dia que eu me afogue e morra de tanto você, e morra por transbordar você. Porque talvez eu precise desse precisar todo, desse necessitar todo. Eu já não considero que esse 1 ano, devia-se comemorar, foi tormento, atribulado, quase se perdendo nos dias. Apenas que ele passe, passe e voe. Que ele passe, voe… traga você ou traga a mim. Por que eu acredito que amor é amor, amor não morre, apenas adormece. Amor se aquieta, mas não morre, adormece. Mas fica dentro da gente. Batendo, pulsando, cutucando, infernizando. Mas fica lá! Lembrando, relembrando. Um dia se volta de viagem. Um dia a briga acaba- talvez. Um dia. Ou passa. Passa porque não era amor, ou um dia acorda porque apenas adormeceu. E um dia meu eterno fiel cavalheiro retorne. Mas talvez eu não consiga mais. Não mais. Por enquanto não mais. Talvez eu me perdi nos tropeços, nas gavetas, nas cartas, nos desejos, nos beijos, talvez eu ame uma essência. Talvez eu não consiga, não mais.
Eu te amo.
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