Heart Chat Bubble

365 dias.


Hoje é dia em que o conto de fadas sempre acaba. Está na hora de voltar e viver a reaprender o que é isso. Vai demorar um pouco para que possa estar novamente de volta aquilo que nunca quis voltar. Se eu pudesse, não teria terminado hoje e nem nunca o que eu era. Mas Deus soube o que fazer. Descobri que todas as princesas têm seus príncipes, mas não necessariamente os que elas mesmas escolhem. Mas também descobri que nem toda vadia tem um fim trágico. Tudo isso parece injustiça, mas eu precisava aceitar. É preciso aceitar para que depois possa partir realmente. E é tão difícil. É difícil escrever o fim que nunca desejei. Mas você não estava lá quando eu mais precisei. Não estava lá quando entreguei os pontos ou quando ressurgi querendo fazer as pessoas ao meu redor felizes. Você não estava lá quando fiquei bêbada e contei nossa historia 451487897897 vezes para as pessoas, e não estava lá quando eu fiquei mais bêbada ainda, deixei-me ser usada pelo desconhecido que resolveu aproveitar. Você nunca mais esteve aqui, e nunca mais vai estar, porque finalmente hoje eu sei que aquele foi o fim. Não estava comigo quando quis pra sempre me entregar em outras coisas estranhas. Você não estava lá quando sem querer descobri coisas do meu passado. Não está mais lá e nem pediu para ficar para sempre do seu lado sinceramente. Tudo isso torna triste demais se for parar para pensar. Você não estava lá quando eu finalmente aprendi a fazer todas aquelas comidas gostosas pra toda a família nos dias de domingo. Não estava comigo quando contavam as piadinhas sem graça, e nem quando eu fazia greve de fome por neurose. Simplesmente você se abandonou e me abandonou. Mas hoje sabe que o que é melhor? Não dou mais a mínima pra tudo isso.
Você foi duro, retardado e idiota comigo. Foi só mais um escroto, que seu eu tiver um filho, um dia, vou ensinar a nunca ser igual. E eu só consigo pensar no quanto me dói e quanto me vejo como antes: totalmente insegura de novo. Volto ao passado (não tão antigamente assim) mas só consigo ver aquela mesma menina sentada na beira da cama tentando achar explicações. Mas vejam, doze meses se passaram e eu não encontrei resposta de nada para porra nenhuma. Nem para mim, nem para o fim, muito menos para a minha vida. Corri muitas vezes em círculos a procura dele, de mim, do nosso “sentimento” que brincava de esconde-esconde, mas a única coisa que conseguia encontrar era tudo o que eu não gostaria de ver e nem ouvir.  Eu corria em círculos atrás de um imbecil e ele continuava a correr em linha reta. E ficava cada vez mais “bonito”, prepotente e estúpido ao meus olhos que estavam blindados. E por incrível que pareça agora, sinto só muita dó dele. Dó porque eu sei que ele não passa de um molequinho mimado e carente. Quando as outras se cansarem de vez, eu não vou mais estar aqui por ele como sempre estive. E eu sei que não voltarei, porque não quero mais me massacrar assim e porque estou feliz de ter encontrado, além de tudo, outra pessoa que me é melhor. Decidi que não queria mais correr em círculos. E fiquei tonta quando caminhei em linha reta, fiquei enjoada, mas depois eu me acostumei. Porque tudo na vida se acostuma. Com a falta ou com a presença de alguém. Corri demais até te perder de vista. Não porque eu escolhi, mas sim porque cansei de tentar seguir e percorrer o mesmo caminho. De qualquer forma, eu sabia que PRECISAVA conhecer outras estradas, precisava seguir a famosa intuição que apitava no meu peito, precisava parar de uma por todas de ser tão burra e tão apaixonada. E aí, me tornei isso que as pessoas veem. Ser o que não era não foi mais fácil. Foi um método de fuga e de apoio que eu encontrei para não enlouquecer de vez. E funcionou!
Fui descolada. Bebi demais. Fiz merda demais. Perdi as contas de quantas vezes fiquei de porre e posso até ter perdido a noção de quantas vezes fui fácil e descolada demais para os outros. Porque os outros não eram o imbecil e muitas vezes, não me importei. Os outros não iriam voltar, porque eu nem ao menos sabia o nome deles, ou a idade. E eu me sentia cada vez mais vazia, mas ao mesmo tempo viva; sentia que tudo aquilo que se passava estava ao meu controle e que finalmente o nosso fim havia chegado sem ao menos me preparar ou dramatizar por ele. Mas engano meu. Sozinha depois de muito tempo e depois de sossegar, só consigo pensar que fui cruel. Cruel com aqueles que se enfiavam na minha frente e cruel comigo. Esqueci dos meus valores e de tudo que sempre acreditei. Odiava ser de todos e não ser de ninguém no final das contas, odiava aquela sensação de ser usada e meses depois, estava me permitindo ser usada e ser de todos. Me perdi de tudo que confiava e seguia.
Minha vida sem o esdrúxulo se tornou um caos, mas ao mesmo tempo precisei organizar tudo aquilo que sempre negava. Era muita choradeira acumulada, muito motivo para querer desistir de tudo e muita falta de força de vontade. Minha vida se tornou um grande drama quando tive que despedir de tudo e aos poucos sozinha, me estabilizar. Não de maneira certa, mas fui voltando ou tentando ser aquilo que eu realmente era, mas que não me lembrava. Foi muita carência em forma de textos e muito drama em cima de doses. Mas as vezes, sei que por mais que tenha doído, eu aprendi. Era tudo tão lindo e idiota que de qualquer forma, me fazia acreditar em lendas. Tudo era bonito, mas era uma pensa que havia uma data para acabar, e seria dia vinte e dois de fevereiro de dois mil e doze, mas digo também que era a data que por fim me tornaria uma mulher. E hoje eu estou aqui, podendo contar para todo mundo o que me aconteceu nesse um ano que foi cheio de altos e baixos, de bebidas e ressacas, de alguns amores sem devolução, de um outro amor lindo que eu ganhei. Se o esdrúxulo ler, talvez sorrir ou pode até mesmo reparar que já se passou muito tempo. Me deparei com essa verdade diversas vezes no escuro e eu quando não sabia o que iria fazer da minha vida. Agora eu já sei melhor do que ninguém as coisas que quero para minha vida.
O mundo é cheio de voltas e não digo que talvez não posso encontra-lo perdido por ai. Talvez no futuro possamos ser o que eu queria para nós, amigos. Talvez, sentaremos na mesa de uma bar e daríamos risadas disso, ou que sabe, ele contaria a história que a gente viveu pros nossos respectivos filhos. Mas talvez, nada disso aconteça. Talvez esse seja o ponto final que eu neguei-me a colocar em todos os meus textos. O mesmo ponto final que eu inúmeras vezes jurei que iria colocar, mas com medo e aflita, neguei. Neguei porque era mais fácil prolongar uma historia que na verdade, não era historia alguma.  E você sabe de tudo isso, tão bem quanto eu.  Sabe que não vai me ligar porque não vai ter essa cara de pau de novamente me procurar, e porque sabe que decididamente resolvi te tirar de vez da minha vida.
Lembrei de todos os caras que souberam dessa historia de escrever durante um ano. Os caras que me relacionei, eles foram contra e foram embora e eu não fiz nenhum esforço para ir atrás. Escrever causa certo medo. Estraguei meus relacionamentos por escrever para alguém que havia ido embora sem ao menos se despedir, sem ao menos dizer pela ultima vez que desejava me abraçar. Estraguei meus relacionamentos por medo de me envolver e te deixar. Foi tolice. Mas com o tempo isso não foi o suficiente.
Amar, não foi suficiente. E eu esperava no meio de tantos meses, que a sua chegada acontecesse. Mas não foi nada disso. Você não voltou e eu prometi que não ia e não vou mais chorar por isso. Estou feliz com outro alguém agora. Prometi que observaria de um outro ângulo. Prometi que daria risada disso um dia, como dou. Prometi que nunca mais me humilharei por carinha nenhum, jamais. E nem deixarei me perder. O fim é esse. Um ano se foi. 365 dias acabam de se completar. E só espero que no futuro, se lembre do que eu disse. Não quero que fique triste. Quero que seja feliz de verdade. E lute por tudo que sonhou. Essa é a hora. Essa é a hora de me despedir.
Chegou a hora de dizer adeus. Chegou a hora de voltar para casa e lutarei por aquilo que sonhei desde menina. Me recompus  e fui feliz sem ele. Uma das coisas que eu aprendi é que minha felicidade só depende de mim, não é do esdrúxulo, nem da minha mãe e nem da paz mundial.
Esse é o fim. 365 dias sem ele, completos. Inúmeras vezes tentei aproximação, mas foi em vão. Não adiantou. Ele não voltou e nem vai voltar. Hoje eu sei que será melhor assim. Esse é o fim. Já sei que estou pronta para me despedir, por mais que sempre seja difícil despedir-se de algo que acabou fazendo parte da minha historia. Mas eu vou e não volto, nunca mais.

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