O tempo vai passando cada vez mais depressa. Os dias são abarrotados de lições do colégio e tarefas de casa, coisas pra lá de cotidianas. Estou crescendo e a minha maturidade está chegando mais depressa com o decorrer dos dias. O tempo para diversão está cada vez menor, pois meu dia tem 25 horas no mínimo. Assim relembro dos meus dias de quando era apenas uma pequena garotinha, tudo bem, sei que não cresci muito apenas os números foram acrescentados na minha idade. Eu queria tanto poder crescer, meu sonho era poder usar os saltos altos que minha mãe usava e entrar numa faculdade e ser o tal orgulho de toda a família.
Daqui mais ou menos um mês, completo 17 anos. Engraçado, “17 anos”, meu coração disparou. Mais um pouquinho e meus tão sonhados 18 anos, que agora deixou de ser um sonho e passou a se tornar um pesadelo real. Adoraria voltar aos meus lindos 10 anos, onde minha única preocupação era chegar ao 5º ano do Ensino Fundamental. Nunca que eu imaginei que aos 17 estaria terminando o Ensino Médio. Me aterroriza saber que eu estou crescendo. Que logo tenho um trabalho, mais responsabilidades, uma casa e até uma família quem sabe. Mas, eu fico imaginando todo um futuro que é tão incerto de uma vida ainda mais incerta ainda. Sei que ainda é muito cedo para pensar, mas é necessário planejar.
Como eu agora daria tudo para usar novamente os meus vestidos e sapatilhas que me faziam com que me sentisse uma verdadeira princesa. Hoje me sinto mais uma gata borralheira. O mundo deu seus giros e mudou tudo. Não, eu não reclamo da minha vida atual, mas sinto saudades de tudo que passou quando eu era pequena, me dei conta de que a felicidade estava ali e eu não vi na minha inocência. Saudades até das brigas bobas que eu tinha com os meus amigos que hoje estão por aí, pelo mundo Los Angeles, Califórnia, Nova Zelândia e outros muitos que eu já nem sei onde habitam ou se ainda são vivos, naquela época não era a cor da pela e nem a classe social que nos unia ou nos separava, era o carinho e a vontade de brincar na rua com patins, carrinho de rolimã, skate, bicicleta e até beyblade. Não existia dor na alma, o que doía ainda sim eram os arranhões que tínhamos por conta dos capotes de bike e de skate.
E num giro amigos partiram e as quedas são bem mais dolorosas. Tais quedas mudaram seu nome para decepções.
Crescer não é bom, hoje vejo que minha mãe tinha razão.
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