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O amor?

Hoje, meu coração acordou, ou melhor, despertou sem ar. Trouxe consigo todos aqueles medos que me fizeram matar. Se nessa manhã eu gritasse ao vento e você ouvisse, sentiria em seu peito os motivos que fizeram-me partir. Esse vento que sempre nos abraçou, nos beijou e nos matou, agora está aqui, frente a frente a mim. Se eu gritasse ao anoitecer, sentiria todas as dores e facadas que fazem-me sofrer. Ontem, taquei-me no álcool e hoje, na cafeína. Diante do sol nascendo apanho o cigarro tão ilícito quanto o fogo nele asceso e o frio em mim pingado. O amor? não faz parte de mim pois deixei-o ir. Deixo-o livre para viver sem dores, mentiras ou até mesmo, sem o amor. Amor? Para que amor diante de todo o mundo, se para viver é preciso sobreviver? O amor mata. Eu acredito em várias vidas, mas não mais no amor. Eu acredito em rasteiras mas não acredito no perdão. E o perdão de mim não faz parte do meu eu, e o perdão do eu não faz parte mais do mim. Disse esses dias que só se pode ser feliz perdoando a si mesmo, então, eu nunca serei feliz? Ora. E essa noite, afogada pelo vinho e pela água da chuva, acordarei sempre, de vez ou outra com a cafeína e o cigarro entre meus dedos. E as dores das lágrimas incendiadas pelo fogo do inferno que planto dia após dia? E as vozes dentro de mim que dizem para que eu siga? E as respostas que ainda não encontrei? E agora? Nem escrever mais, escrevo.

 (Por: Bubuh Dulce) *

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