Heart Chat Bubble

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Minha casa estava vazia. Lá fora o sol brilhava forte e os pássaros cantavam lindamente. Eu estava jogada no sofá e minha única companhia era um pote de sorvete de flocos, enquanto eu assistia a um filme que me fazia chorar. Eu estava esparramada como quem queria se desligar do mundo. Eu estava cansada. A cabeça cheia de pensamentos e coisas que não me fazem bem. Queria dormir, mas eu não conseguia. Minha cabeça doía. Relembrava do passado e ficava imaginando o meu futuro. Rolei de um lado para o outro ainda naquele mesmo sofá e sentia um nó na garganta e mais vontade de chorar, as lágrimas saiam com uma frequência maior. Eu fechava os olhos com toda a minha força tentando fugir de tudo aquilo, mas quando abri meus olhos vi que tudo continuava do mesmo jeito. Levantei-me desliguei a televisão e tomei um banho bem demorado. Ainda de roupão fui até a cozinha e fiz um café bem forte, sentei-me na frente do computador. Olhando fotos viajei, viajei e fui parar ao lado de quem já não está mais aqui e viajei para o lado de quem eu vi ontem. Chorei um pouco mais e algumas vezes sorri viajando nesses meus pensamentos que as vezes são tão estranhos e absurdos. Tomei aquele café amargo, e pensei em como vai ser o meu amanhã. Como vai ser? Será que algum irei olhar para trás e me orgulharei de mim mesma? Vou sorrir ou vou chorar? – não sei, de verdade não sei. Tudo tem sido tão importante para mim até agora, cada pequena palavra e cada pequeno gesto.
Uma música tocava ao fundo e nela eu ouvia falar sobre o que eu estou sentindo aqui dentro de mim. O sol ainda brilhando forte lá fora e atravessava a janela da minha sala, foi então que decidi enxugar minhas lágrimas, colocar uma boa roupa e passar uma boa maquiagem porque de verdade, ninguém além de mim precisa saber o que se passa aqui dentro não é mesmo? Passei uma maquiagem e pronto, nenhuma pessoa poderia ser capaz de saber que eu chorei, treinei no espelho várias vezes meu sorriso até estar convencida que eu conseguiria enganar quem chegasse perto de mim e perguntasse como eu estava. Coloquei um sapatinho, passei um batom e saí. Ainda perdida sem saber para onde ir e nem o que fazer, fui até onde encontro a minha paz, a duas quadras da minha casa. Meu porto seguro tem nome de: “Casa da melhor amiga”. Toquei a campainha e logo o cachorro dela veio ao portão avisando que eu havia acabo de chegar ali. Ela mal apareceu na porta e já veio perguntando se eu estava bem... Afirmei que sim, – afinal eu estou bem não é? – sorrindo. Foi o sorriso mais falso que já dei em toda a minha vida, confesso... e ela percebeu que algo estava errado.  Logo quem eu quis enganar? A pessoa que está na minha vida há tantos anos, que me conhece tão bem que só em ouvir minha voz sabe se estou bem mesmo ou não. – Que droga! Meu plano não funcionou, pelo menos não com ela. – Ela não pensou duas vezes e me abraçou, droga de novo... A maquiagem borrou. Ficamos horas e horas conversando sobre tantas coisas, sobre tudo isso.  Ao me despedir dela senti meu coração dar um nó e percebi que não queria ir embora, mas já era minha hora. E eu estava ficando sozinha de novo. Cheguei à minha casa e ela continuava vazia e tudo que eu fiz foi dar “Oi” a solidão. Naquela hora senti o mundo desmoronar. O chão estava sumindo abaixo de mim e a sensação continua até agora sendo a mesma. Tranquei-me, me agarrei com o meu travesseiro e tudo que sei é que nada sei, e nem quero saber. Não quero que definam o que eu sinto e nem que me dêem soluções, quero ficar sozinha, apenas quero ficar sozinha para pensar. Uma noite talvez seja suficiente ou não, na verdade eu não sei.
 Essa raiva, essa angustia, esse medo e essa saudade que está tomando conta de mim por inteira. Eu não estou sabendo o que fazer com tanto sentimento misturado. Às vezes sinto só desejo de fugir pro meio do nada ou apenas arrancar esse coração que é culpado por tudo que eu sinto, por se doer com as atitudes das pessoas.
Mas sabe por que ando tão cansada? Porque eu não ando suportando o que as pessoas me fazem sentir, principalmente essa raiva.. Começo a ter nojo delas, sentindo raiva eu me descontrolo e acabo me tornando quem eu sei que não sou.
E sinceramente sabe o que eu quero agora? Eu quero sumir, ir embora e nunca mais voltar porque literalmente, eu já me cansei de tudo isso e de todas essas pessoas que querem me ver destruída...


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