Pode ser que esteja refletindo demais. Talvez seja
para me encontrar. Ando tão perdida; Muito perdida. Acho que preciso achar-me.
Preciso encontrar em mim o que não quero encontrar. No entanto, tenho medo.
Muito medo. Ultimamente ando tão medrosa e tão fraca que parece que vou
conseguir matar-me. Quem sabe, a vida me mate. Não meu corpo, mas mate a minha
alma. Não consigo saber quem eu posso ser, quem eu quero ser. Pode ser que seja
toda essa pressão. Juro, é demais. Preciso dizer, porém, não consigo. Ando sentindo
falta de algo que não sei o quê. Ando sentindo algo que realmente não sei o
quê. Não consigo respirar sem sentir dor. Não consigo abrir os olhos sem
encontrar o véu negro dos céus. Me escondo. Me escondo atrás de mim, atrás do
meu medo. Não quero pensar. Eu sinceramente não posso pensar. Não quero
descobrir o que eu sou. Não quero mesmo. Talvez tenha medo de libertar a minha
existência que anda guardada aqui dentro. Dentro de mim. Desculpe, eu não sei
quem eu sou. Sou uma coisa ou outra. Sou alguém, apenas. Talvez seja tão
introspectiva que não consiga me decifrar. Ou mesma, esteja fantasiada com algo
que não sei. Por mais sincera que eu seja, eu não sei. Sou diferente, sim. Sei
que sou diferente. Tanto que, gosto de uma solidão que não queria que estivesse
aqui. Talvez seja o fato de tê-la provado e tê-la deixado tão dentro de mim que
agora que quero que vá, não posso me desgrudar dela. Não posso, talvez queira
por fora, mas por dentro não. Talvez seja o medo, quem sabe. Minha vida anda
demais, cheia de talvez. Já percebi, acho que todos já perceberam. E eu - o que
chamo de mim - não ando só escrevendo por escrever. Muito menos para ler o que
escrevo. Ando escrevendo para conseguir falar o que sinto, ou o que não sinto.
Ando escrevendo para tentar quem sabe saber quem eu sou. Não por fora, mas sim
por dentro. Talvez meu sorriso não seja tão sincero. Pode ser que meu olhar
sim. Esse não, não tem como mascará-lo. Não tem como. Não consigo mais olhar-me
no espelho. Não no espelho normal. No espelho da minha alma. Se eu souber
o que seja alma. Se eu souber o que realmente seja olhar. Não, não quero
saber quem eu sou. Ou sim. Pode ser que seja emotiva demais. Isso é ruim, muito
ruim. Talvez eu sofra com coisas que não existam, ou sofram com coisas que
ninguém perceba. Sim, sofro com coisas que ninguém percebe. Parece fome. Fome
de alguma coisa. Sede. Sede em um deserto paralelo as vontades explícitas que
digo. Estão implícitas em mim. Estou hermeticamente fechada dentro de mim. O
pior, dentro de um eu que ainda não sei quem é.
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